A história do ar-condicionado automotivo

Você se lembra da vez em que contamos sobre a história do ar-condicionado?

Agora chegou a vez de falar sobre o histórico do nosso amigo nos carros. O ar que nos conforta hoje enquanto estamos dentro do veículo não é o mesmo dos veículos de antigamente.

Os primeiros carros lançados pela indústria automobilística não contavam com a possibilidade de climatização. Na época, os veículos eram abertos e havia o capô e o teto para proteger o motorista e os passageiros da chuva, sendo suficiente para ninguém até então pensar em um sistema de ar-condicionado para o interior do automóvel.

A ideia de ar condicionado dentro do carro surgiu depois, e a primeira tentativa nesse sentido ocorreu no Rali de Monte Carlo, em Mônaco, na década de 20. Na ocasião, um dos participantes estava com tanto frio que perfurou um buraco no painel do carro que estava pilotando, beneficiando-se do calor emitido pelo motor. A partir desse momento veio o aquecimento, que utiliza o calor gerado pelo motor para aquecer a cabine no inverno.

Mas como funcionava quando estava calor?

No entanto, a história foi diferente no verão, quando a temperatura aumenta consideravelmente e já estava se tornando insuportável para aqueles que estavam dentro do carro. Quando a produção de veículos com a cabine fechada ganhou forças, o desafio cresceu. Alguns ajustes foram feitos para reverter a situação, como levantar o para-brisa ou remover as cortinas laterais. A abertura conseguida inicialmente no vidro foi de apenas cerca de 13 mm, permitindo que a cabine se mantivesse pressurizada e tentasse minimizar o ar quente vindo do motor.

Além disso, as janelas ganharam a possibilidade de serem levantadas ou abaixadas para obter o fluxo de ar desejado. Alguns carros possuíam algumas escotilhas de ventilação abaixo do painel de instrumentos para permitir a circulação de ar, mas esses sistemas eram rudimentares e não ofereciam proteção contra fuligem, poeira, pólen ou insetos, fazendo com que a qualidade do ar fosse muito pobre.

No início dos anos 30, algumas empresas começaram a oferecer sistemas de ar-condicionado para veículos, porém, destinados apenas para vans, limousines e carros de luxo. Nesse mesmo ano, a empresa C&C Kelvinator equipou um Cadillac com um sistema que era alimentado por um motor a gasolina de 1,1 kW. Dois dutos de ambos os lados levavam o ar frio para um ventilador que fazia o ar circular através do compartimento da cabine na parte de trás do carro.

Em 1932, o Laboratório de Estudos e Desenvolvimento da General Motors (GM) teve a ideia de usar o vapor comprimido do Freon R-12, estabelecendo que a capacidade de arrefecimento não deveria exceder 1 tonelada (cerca de 3,5 kw). Essa estimativa é metade da capacidade de um sistema moderno de hoje, e a decisão sobre o arrefecimento foi baseado na recirculação de ar e não na ventilação externo. Além disso, a temperatura resultante não deveria exceder 5,6ºC, a fim de poupar o ocupante do carro de sofrer um choque térmico ao sair do veículo e sentir a temperatura exterior.

Qual foi o primeiro carro com ar condicionado?

O primeiro carro com um sistema de refrigeração mais parecido com os atuais foi o Packard 1939, em que uma espiral de arrefecimento envolvia toda a cabine e seu sistema de controle era um interruptor de ventilador. O aparelho custa US $ 274, considerado uma opção cara no momento.

Esses primeiros sistemas de ar-condicionado tiveram uma grande desvantagem: não havia embreagem no compressor, por isso sempre que se quisesse desligar o sistema era necessário apagar também o carro, sair, abrir o capô e retirar a correia do compressor. Para colocar em funcionamento o procedimento era invertido.
Passados os anos, o Cadillac ganhou um novo recurso: os controles para o ar-condicionado. Eles foram colocados no banco de trás para desligar ou ligar o sistema, mas ainda assim, era muito melhor do que parar o carro e mexer no compressor.

Introdução do R-134a

O refrigerante R-134a foi introduzido em 1992 como um substituto para o original Freon R-12. O velho Freon R-12, inventado por Kettering e Midgley, foi retirado de uso por uma questão sustentável. O novo R-134a não tinha produtos químicos tóxicos que destroem o ozônio, por exemplo, e seguiu os critérios estabelecidos pela Agência de Proteção Ambiental. Todos os novos veículos fabricados a partir de 1995 foram equipados com novos sistemas de ar condicionado que usavam somente o refrigerante R-134a.

Vale lembrar ainda que, embora o sistema de ar-condicionado exista há décadas, apesar das melhorias ao longo do tempo esse benefício não foi considerado como essencial no carro, mas apenas oferecido como uma opção escolhida pelo cliente ao comprar um carro novo.

O aumento das unidades de ar-condicionado instalados entre 70 e 80 foi devido ao fim dos anos 70, nos Estados Unidos, quando muitas pessoas começaram a se mudar para lugares mais quentes. Por isso, ao comprar um carro novo, buscavam um modelo equipado com todas as opções disponíveis, incluindo o ar-condicionado, que se tornou um acessório cada vez mais presente nas fábricas de automóveis.

E você, já precisou usar o ar-condicionado no carro hoje?

Fonte: WebArCondicionado

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